créditos imagem: Fox

A poeira baixou. Ainda faltam alguns dias pro início da temporada 7. Chegou a hora de dar minha opinião sobre a última temporada de Bones.
Pra mim, sem dúvida, a temporada mais fraca exibida até hoje. De início, eu fui uma das primeiras a me empolgar com o surgimento da Hannah. Eu achava que ela daria uma boa chacoalhada na série. Doce engano. Afinal, quando um personagem é escrito, alguns pontos devem ser levados em consideração:

• Por que escrever sobre ele?
• Quais os motivos que o tornarão atraente pra a audiência?
• Que tipo de emoção ele vai despertar? Amor, ódio, repulsa?
• As pessoas realmente vão se emocionar com ele?
• O que a personagem deseja? Quais são seus objetivos (conscientes ou inconscientes)?

Eu, sinceramente, não consegui responder a nenhuma dessas perguntas. O que pra mim, caracteriza a personagem como total fail dentro do universo de Bones. O único sentimento que ela gerou em mim: indiferença. Afinal que mulher larga tudo pra ir atrás de um cara que conheceu numa zona de guerra, recebe um pedido de casamento e diz que não é pra ela? A verdade é que eu não entendi a mensagem que os roteiristas quiseram passar com a personagem o que me deixou bastante frustrada.

Hannah foi uma personagem perfeita. Bonita.Talentosa.Independente.Decidida. Eficiente. Amante e amiga. Não bastasse isso, a Brennan perto dela pareceu fraca, dependente e excessivamente caricata. E como a Brennan é minha personagem favorita, fique livre pra chegar à mesma conclusão que eu… A cena dos óculos foi uma das piores no sentido de confundir ainda mais um personagem que já não estava se fazendo entender. Triste.

Os casos investigados também não ajudaram. Chatíssimos e desinteressantes em sua imensa maioria.

Inesquecível mesmo na temporada foi o epi centrado na Brennan, ‘The doctor in the photo’ (epi 09). A cada vez que eu o revejo, percebo uma nuance na atuação da Emily Deschanel que não havia percebido anteriormente. Nele, ela prova que é uma excelente atriz ao nos mostrar um lado totalmente desconhecido e até enigmático da Brennan. Escrito por Carla Kettner o epi é uma viagem visceral da Brennan numa busca por si mesma. Quem ela é, suas opções de vida e quem ela gostaria de ser tendo como ponto de partida o corpo de uma médica. O epi também brinca com o que é realidade e o que é ‘viagem’ da cabeça da Brennan. Excelente. E se o mundo fosse justo e Fox gostasse de Bones, Emily teria faturado alguns prêmios. Até a promo da Fox ‘through Brennan’s eyes’ prova que quando eles estão a fim, eles sabem fazer um material de qualidade pra divulgar a série.

Outro epi que vale a pena ver e rever é ‘The signs in the silence’ (epi 21). No roteiro de Janet Lin e Stephen Nathan , uma menina surda é suspeita de um assassinato. O epi é estruturado de forma que, até o final, você não sabe se ela cometeu ou não o crime. Perfeito.

‘The hole in the heart’ (epi 22) é o penúltimo da temporada. Não me emocionei a ponto de chorar. Só gostaria de dizer que a Brennan é uma kinky girl e as pessoas fazem sexo sem nenhum nexo. Pra consolar, pra confortar e também pra despistar toda uma audiência sedenta por uns amassos e beijinhos.

Sobre o morto, o único squint que eu curto é o Wendell, o resto é passatempo. Falando nisso, até isso mudaram nesta temporada. Aquele squint que era fechadão (Clark Edison) virou shipper da Brennan e do Booth. Não poderia me importar menos com esse detalhe, mas que foi mais uma esquisitice, isso foi.

‘The change in the game’ (epi 23) o último da temporada. Mais um epi que segue a tradição de não ser bom a ponto de merecer ser uma season finale. E ninguém tira da minha cabeça que ele foi escrito aos 45 do segundo tempo e sem que soubessem se a Fox renovaria pra temporada seguinte. E boom: mama Bones, mama Emily e mama Angela. Sim, eu achei apressada e precipitada a inclusão da gravidez da ED na história. Vamos ver como a coisa vai se desenrolar.

Uma coisa que me incomodou e muito na 6ª temporada foi a mudança da dinâmica Booth & Brennan. Booth mudou muito em relação à ela. Mas ainda que eu concorde que o Booth não foi o mesmo com a Brennan, eu percebi que ele nunca olhou pra Hannah da maneira que ele sempre olhou pra Brennan. Nunca mesmo.
Mas onde foram parar as trocas de olhares, os carinhos ainda que implícitos nos raros momentos em que eles se abraçavam e se tocavam? Eu quero muito ver isso na próxima temporada. A mulher tá esperando um filho do cara, puxa vida!!

Não tenho expectativa nenhuma em relação à sétima temporada. Gostaria de ver ótimos roteiros, casos que despertassem minha curiosidade e o retorno de alguns personagens como o Gordon Gordon, Avalon Cindy Lauper e o Micah papai Mars. E espero, do fundo do meu coração, que o Sweets não seja a Hannah da próxima temporada atrapalhando o andamento da já complicada dinâmica B&B (torci tanto e em vão pelo morte dele!).
Pra quem curtiu a sexta temporada, meus sinceros parabéns!
Quero muito ver a sétima!! 🙂