Category: cinema


Alice no país das maravilhas, eu vi

da galeria do site Omelete

Ontem vi o filme do Tim Burton. O badalado Alice. Vi em 3d. Gostei. Simples assim. A história é uma mistura dos 2 livros, mas a peculiaridade tá no olhar sempre único do Tim Burton. E eu gosto do olhar dele que sempre traz pitadas de tristeza, questionamentos e um tantinho de morbidez. Em “Alice” não é diferente. Destaco a Helena Bonham Carter, amei o trabalho dela.  Amei também todo o conceito visual. Os efeitos visuais que eu mais gostei foram da Alice aumentando e diminuindo de tamanho exatamente como eu havia imaginado quando li o livro pela 1a vez ainda criança. Quanto ao Johnny Depp eu gostei visualmente, mas do trabalho dele, não, eu não gostei. Achei meio parecido com a Fábrica de chocolate inclusive a dancinha a la Michael Jackson (de novo? É, pois é!).   Apesar de ser da Disney, Alice não é um filme infantil no “estilo Disney”. Graças aos deuses porque esse era um dos meus medos quando soube do projeto.

Ouvi um cara na minha frente dizendo que não gostou porque não havia entendido. Dica: se você for esperando uma explicação pro(s) livro(s), desista. Esse não é o objetivo do filme. Ele foi feito pra ser curtido e foi isso que eu fiz, sem maiores “pretensões”.

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500 dias com ela, o filme

“O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você Jenny Beckman. Vaca.”

[Com spoiler]

Tanto tempo sem escrever nada aqui, então resolvi falar sobre um dos filmes que mais gostei no ano passado. Aqui ele foi exibido no Festival do Rio (no meio do ano passado), mas eu perdi e só fui assistir no circuito no final do ano.

Quando vi o trailer, não gostei muito e até falei que não ia ver. Não gosto de comédia e pior ainda a romântica. Acabei recebendo um outro trailer por email e resolvi arriscar.

“Só quero deixar claro, logo de cara, não estou procurando nada sério… sem pressões, sem rótulos, sem obrigações”

Eu sou uma dessas pessoas que, à primeira vista, pode ser considerada meio fria e até insensível. Sou apenas prática. Eu realmente não acredito nessa balela que tentam vender pra gente em filmes e contos de fadas. Todo relacionamento dá trabalho. E relacionamento homem/mulher (no meu caso) dá mais trabalho ainda.

“Relacionamentos são complicados, as pessoas se machucam. Somos jovens…vamos nos divertir o máximo possível”

Uma das coisas mais legais do filme é acompanhar, sem ser de forma cronológica, todo o desenvolvimento de um relacionamento: dos primeiros momentos da sedução até o desgaste da rotina. Isso faz com que qualquer pessoa seja capaz de se identificar com alguns deles. Ainda que o filme, espertamente, seja todo pela ótica masculina (ninguém aguenta mais ver mulher chorando por causa de pé na bunda, nem as próprias mulheres). Sem me aprofundar nos aspectos técnicos, o roteiro, a edição e a trilha são muito gostosos. É um filme leve sem ser superficial ou tratar o espectador como imbecil. Chega a ser tragicômico, às vezes (e até aí) você se identifica com ele.

Alguns amigos me falaram que a parte que gostaram mais foi a do desabafo no banco. Claro, a maioria das pessoas não tem essa oportunidade. A maior lição do filme talvez seja essa: tendo chance, dê uma oportunidade pra que aconteça um fechamento. A maioria das pessoas não se dá conta disso e vai arrastando as coisas erradas de um relacionamento pro outro.

“Preciso saber se amanhã que você não vai acordar amanhã e mudar de ideia” “Eu não posso garantir isso… ninguém pode.”

Outro ponto legal do filme é dizer que não existe receita pra ser feliz. Ao contrário do que os livros de autoajuda e as revistas “femininas” dizem por aí. Você sai do filme se sentindo parte daquela história. Ah e nesse caso, o conhecimento realmente liberta. Adorei!

Blade Runner

bladerunner
Ontem, no Telecine Cult, passou o especial de 2 horas e logo após a versão do diretor Ridley Scott do filme.
Eu simplesmente amo Blade Runner. Mais do que um filme, ele é filosofia pura. Não é ficção-científica com guerras espaciais e lutas intergalácticas (que eu também amo). Blade Runner faz você querer se voltar para dentro e não para fora. É um filme para ser visto muitas e muitas vezes.
Eu tive o prazer de ver a versão do diretor que passou aqui no Rio no CCBB (acho que na década de 90). Aí eu amei mais ainda. Eu não suporto filme com narração. Pra mim filme assim, parte do pressuposto que a platéia é preguiçosa. Sei lá, pra mim é como ir a um museu e querer fazer a visita guiada. Ao invés de informar, engessa e limita.

Quem comprar o dvd triplo à venda no Brasil vai poder acompanhar a tortura que foi fazer o filme. Harrison Ford ficou tão traumatizado que nunca mais quis falar dele. Além disso, Blade Runner foi o último filme feito analogicamente e apesar disso, não tem efeitos visuais toscos.
O dvd também traz um retrato da indústria do cinema e do poder dos produtores que tavam pouco se lixando para Arte e só pensavam no retorno do seu rico dinheirinho.
Por último vale ressaltar que nos States o filme foi lançado em dvd com 5 discos. Os dois que não vieram na versão brasileira, eu baixei. E agora tô doidinha pra comprar em bluray.

[Post escrito ao som da ma-ra-vi-lho-sa trilha do Vangelis]

Brando

acervo revista Life

acervo revista Life


Ontem no TCM passou um especial sobre Marlon Brando.
Com mãe alcoólatra e pai ausente, ele canalizou sua vida pra atuação. É cliché?? É. E ainda soube usar sua fama pra chamar atenção pras causas que achava relevantes na época como os direitos dos índios e dos negros.
O especial é imperdível. Numa certa altura um jornalista pergunta sobre o personagem de O último tango em Paris. E ele respondeu:

Não o entendi, mas adorei fazê-lo.

Resumo: o maior ator que o cinema já viu.

Coraline

Ontem fui ver o desenho. Não é pra crianças muito pequenas. Elas simplesmente ficam a-pa-vo-ra-das com o visual assustador revelado pela “outra mãe”.

Gostei muitíssimo. Bem feito. Uma lição mensagem de fácil compreensão pelas crianças do mundo contemporêneo. Vale a pena!!

do site do filme

do site do filme

Austrália

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Eu simplesmente amei o filme.

Austrália faz com as mulheres o que o filme pornô faz com os homens: mesmo sabendo que mais de 90% daquilo ali é mentira, ele te dá um prazer incrível!!

A única coisa que verdadeiramente me irritou foi a testa na Nicole Kidman. Parece que vai sair um gremlin dali. Mas o figurino parece que foi feito no corpo dela de tão perfeito que é o corte.

Hugh Jackman!! Meu Deus!!…E tem também o trailer de Wolverine que no sistema THX é uma experiência inenarrável. Só vendo com seus próprios olhos!!…

O que eu depurei da experiência: Baz Luhrman fez uma lindíssima homenagem ao seu país.  Como todo épico é um filme longo e acima de tudo visualmente maravilhoso.

Numa época em que a maioria dos filmes se destaca pela violência, Austrália vai contra a maré. Graças a Deus!!

Ah e o menininho é muuuito fofo e trabalha muito bem!!