“O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você Jenny Beckman. Vaca.”

[Com spoiler]

Tanto tempo sem escrever nada aqui, então resolvi falar sobre um dos filmes que mais gostei no ano passado. Aqui ele foi exibido no Festival do Rio (no meio do ano passado), mas eu perdi e só fui assistir no circuito no final do ano.

Quando vi o trailer, não gostei muito e até falei que não ia ver. Não gosto de comédia e pior ainda a romântica. Acabei recebendo um outro trailer por email e resolvi arriscar.

“Só quero deixar claro, logo de cara, não estou procurando nada sério… sem pressões, sem rótulos, sem obrigações”

Eu sou uma dessas pessoas que, à primeira vista, pode ser considerada meio fria e até insensível. Sou apenas prática. Eu realmente não acredito nessa balela que tentam vender pra gente em filmes e contos de fadas. Todo relacionamento dá trabalho. E relacionamento homem/mulher (no meu caso) dá mais trabalho ainda.

“Relacionamentos são complicados, as pessoas se machucam. Somos jovens…vamos nos divertir o máximo possível”

Uma das coisas mais legais do filme é acompanhar, sem ser de forma cronológica, todo o desenvolvimento de um relacionamento: dos primeiros momentos da sedução até o desgaste da rotina. Isso faz com que qualquer pessoa seja capaz de se identificar com alguns deles. Ainda que o filme, espertamente, seja todo pela ótica masculina (ninguém aguenta mais ver mulher chorando por causa de pé na bunda, nem as próprias mulheres). Sem me aprofundar nos aspectos técnicos, o roteiro, a edição e a trilha são muito gostosos. É um filme leve sem ser superficial ou tratar o espectador como imbecil. Chega a ser tragicômico, às vezes (e até aí) você se identifica com ele.

Alguns amigos me falaram que a parte que gostaram mais foi a do desabafo no banco. Claro, a maioria das pessoas não tem essa oportunidade. A maior lição do filme talvez seja essa: tendo chance, dê uma oportunidade pra que aconteça um fechamento. A maioria das pessoas não se dá conta disso e vai arrastando as coisas erradas de um relacionamento pro outro.

“Preciso saber se amanhã que você não vai acordar amanhã e mudar de ideia” “Eu não posso garantir isso… ninguém pode.”

Outro ponto legal do filme é dizer que não existe receita pra ser feliz. Ao contrário do que os livros de autoajuda e as revistas “femininas” dizem por aí. Você sai do filme se sentindo parte daquela história. Ah e nesse caso, o conhecimento realmente liberta. Adorei!

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