da internet

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Michael Jackson foi um cara que mexia literalmente com as massas. Para o bem ou para o mal.

Eu o vi pessoalmente quando ele pousou de helicótero aqui no Rio numa instituição militar onde eu trabalhava.                                                                        Um dia antes avisaram que ele desceria lá. Eu não acreditei. No dia seguinte, trabalhei normalmente. Perto do almoço começaram a pipocar fofocas da chegada dele. De uma hora pra outra se formou uma multidão na entrada principal com as pessoas, inclusive da imprensa, forçando a entrada nos portões. Pra gente que tava do lado de dentro, foi apavorante. Chamaram a polícia e os próprios militares tentaram isolar o local.

Lá pelas tantas, avisaram que podíamos ver o cara de perto. Como eu trabalhava com uma guria que era anã, decidi fazer companhia a ela e não chegar perto da óbvia confusão que se formou na hora da chegada dele. Rolou de tudo: choro, empurrão, cotovelada, gritos. Detalhe: só as pessoas que trabalhavam no prédio é que estavam lá dentro, não tinha ninguém de fora.                                                                                                                                               Nós não conseguimos ver nada e decidimos voltar pra nossa sala pelo lado externo (naquela época ainda existia o corredor interno no prédio, perto da sala de exposição). Um pouco antes de chegar na entrada, um carro preto parou e abriu a porta. Nós estávamos de costas e quando viramos, demos de cara com ele, sentado dentro do carro. Eu sinceramente esperava tudo, menos aquilo. Ele deve ter pensado que, de costas, a guria era uma criança. Ele estendeu um braço pra ela que tava atrás de mim e mais perto dele. Ela se assustou e deu um passo pra trás. Ele então deu tchau. Alguém falou algo dentro do carro, fechou a porta e foram todos embora. Ficamos em estado de choque por vê-lo de tão perto. O que mais me chamou atenção foram as mãos dele,  maquiadas num tom de rosa tipo cor de recém nascido. Tudo foi muito rápido, talvez nem 1 minuto. Eu nunca mais vou esquecer.

Hoje li num jornal que Michael Jackson não soube lidar com o mundo real. E é isso que eu penso também. A genialidade dele tava no ritmo, nos passos de dança que inventou, mas nada disso deu a ele o direito de ser feliz e realizado na vida.

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