Primeiro post sobre música.
Agora que a música parou, posso começar o raciocínio. Isso pra falar de uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos: The Smiths. Não conhece?? Corre atrás amigo, dá seu jeito. Se não tiver ninguém pra te guiar, baixe “girl afraid” e presencie uma das melhores introduções (guitarra) que eu já ouvi na minha VIDA.

A banda nasceu em Manchester. Aliás ela, Joy Divison e New Order são as que merecem o meu destaque. Eu só fui entender Manchester e seu processo cármico quando vi o filme sobre a vida do Ian Curtis. Era difícil ser feliz por lá…
Smiths eram basicamente: Johnny Marr na guitarra e música e Morrissey na voz e nas letras. Morrissey e Marr eram como Lennon e McCartney, Rita e Roberto, pão com manteiga: o complemento perfeito um do outro, mas… Como toda verdadeira dupla, se estranhou no melhor da festa.
Sei lá porque o Johnny Marr (há muitas fofocas, mas nada de concreto) resolveu que já tava legal pra ele e pulou fora. Morrissey, claro, ficou puto e seguiu carreira solo. Até hoje ele segue a carreira e quando o povo pergunta se vai ter reunion do grupo ele diz

prefiro comer minhas próprias bolas do que cantar junto com eles de novo. Isso é que é ódio, já que o cara é vegetariano…

Pra entender Smiths tem que entender sua época. Veja o filme-fofo Billy Elliot e o filme que falei acima: Controle sobre a vida do Ian Curtis.

Aqui no Rio a rádio Fluminense FM (Mauricio Valladares tinha um programa muuuito legal) tocava as novidades do mundo do rock. Era muito angustiante só ter uma fonte de notícias e esperar meses pra saber o que rolava do outro lado da poça do oceano.
Tinha o lado romantico de esperar pelo New Musical Express, mas que era um saco, isso era mesmo.

The Smiths segue influenciando muita gente até hoje. Taí o Radiohead que não me deixa mentir. Até o rock cabeça brasileiro copiou Moz. Sim, aquela cópia carbono brasileira, até hoje é motivo de muita vergonha alheia da minha parte.

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